domingo, 3 de maio de 2009

Duas escolhas...

"Tu nunca mais vais ser o mesmo, todos nós sabemos isso. Tens duas escolhas: ou te tornas mais duro e forte ou te tornas mais brando. Vais achar que nunca mais poderás voltar a confiar em ninguém, incluindo em Deus, ou vais permitir que a tua consternação te torne mais compreensivo - as tuas lágrimas vão desfazer as muralhas que rodeiam o teu coração e vais tornar-te um homem de rara profundidade e sensibilidade."
E perante a grande dor da perda, seja ela qual for, perante todos se abrem estes dois caminhos, e por qual seguir? A resposta quase parece óbvia e evidente, mas será mesmo assim?
Atravessar a dor e o sofrimento, deixá-los ser o que são e vivê-los porque em nada são inferiores á grande gargalhada ou sorriso perante a vida. Li algures também, no "Regresso ao Amor" da Marianne Wilson, que só quando colocados perante uma situação que nos leva ao limite das forças, somos capazes de nos ajoelhar com humildade... é preciso perder a arrogância e a aceitar a vida, tal como ela é, fazer a tão dolorosa travessia da "noite escura da alma", sem comparações com os outros e com o destino mais ou menos felizes que vivem, e certamente que sim, que se estamos a viver é porque há uma poderosa lição para aprender... há sempre, e é nesse momento que encontramos o lado mais puro do EU, quando aceitamos percorrer esse caminho.
No final da viagem diária, há um Eu mais ligado á vida, a vibrar amor e a desejar a paz e felicidade universal, que se encanta com a beleza do universo... e agradece.