
"Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar...
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnico? Divino?
Não sei.
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida,
Ainda que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu..."
Álvaro de Campos
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar...
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnico? Divino?
Não sei.
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida,
Ainda que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu..."
Álvaro de Campos
1 comentário:
Fernando Pessoa, um mestre...k fascínio se torna ler os seus poemas tão profundos e deambular por entre as suas personalidades, os seus heterónimos...maravilhoso. Adorei o poema, assim como adoro a tua forma de ser, a tua postura, o teu equilíbrio zen, não posso absorver a tua essência, a vida é cruel, mas de soslaio te vejo, de recanto te cheiro, no meu pensamento construo...no meu respirar anseio. Como pode alguém ser assim...tão virtuosamente perfeita. Ass: Timeless
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