"Tu nunca mais vais ser o mesmo, todos nós sabemos isso. Tens duas escolhas: ou te tornas mais duro e forte ou te tornas mais brando. Vais achar que nunca mais poderás voltar a confiar em ninguém, incluindo em Deus, ou vais permitir que a tua consternação te torne mais compreensivo - as tuas lágrimas vão desfazer as muralhas que rodeiam o teu coração e vais tornar-te um homem de rara profundidade e sensibilidade."
E perante a grande dor da perda, seja ela qual for, perante todos se abrem estes dois caminhos, e por qual seguir? A resposta quase parece óbvia e evidente, mas será mesmo assim?
Atravessar a dor e o sofrimento, deixá-los ser o que são e vivê-los porque em nada são inferiores á grande gargalhada ou sorriso perante a vida. Li algures também, no "Regresso ao Amor" da Marianne Wilson, que só quando colocados perante uma situação que nos leva ao limite das forças, somos capazes de nos ajoelhar com humildade... é preciso perder a arrogância e a aceitar a vida, tal como ela é, fazer a tão dolorosa travessia da "noite escura da alma", sem comparações com os outros e com o destino mais ou menos felizes que vivem, e certamente que sim, que se estamos a viver é porque há uma poderosa lição para aprender... há sempre, e é nesse momento que encontramos o lado mais puro do EU, quando aceitamos percorrer esse caminho.
No final da viagem diária, há um Eu mais ligado á vida, a vibrar amor e a desejar a paz e felicidade universal, que se encanta com a beleza do universo... e agradece.
domingo, 3 de maio de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Ascensão
"A verdadeira ascensão do homem começa no momento em que ele percebe que tudo o que procurou nos outros, durante anos e vidas, se encontra dentro dele. O alimento e o reconhecimento, a compaixão e o perdão, mas acima de tudo o Amor.
Todos nós somos ou já fomos vampiros esfomeados, capazes de planear ataques perfeitos inconscientemente. Todos nós já nos alimentámos de pessoas, provámos o sangue das suas almas e sugámos a sua energia. E tudo isto para quê? Para que elas nos possam reconhecer, para que possamos ouvir diariamente o que precisamos mas não temos onde, nem como encontrar dentro de nós. Para que elas nos digam aquilo que queremos ser e alimentem o nosso ego. (...) Todos nós já procurámos nos outros, os seus braços de compaixão para nos ampararem e nos darem "colinho".
Todos nós já nos refugiámos em suas casas, abusando do seu espaço, porque não conseguiamos estar sozinhos na nossa e enfrentar, desculpa a expressão, o boi pelos cornos. Todos nós já precisámos deles porque em determinadas alturas da vida já fomos uns coitadinhos e a vitimização ainda é o melhor caminho para termos direito à atenção alheia. E tudo isto para quê? Para que nos possam perdoar, para que nos possam entender e proteger com festinhas e cafunés (...), e a partir daí conseguimos abrir, novamente, os olhos e seguir com a nossa vida.
Por último, todos nós já exigimos que que os outros nos amassem para que nos pudéssemos sentir amados. Já quisemos que a nossa companheira, o nosso amigo ou o nosso familiar estivesse dísponivel a dar a cem por cento dele mais os cinquenta por cento que faltavam em nós, quando na realidade isso não é possível pois nenhum todo é superior a cem por cento e o pior é que muitos ainda têm e tiveram o descabimento e a coragem demente de cobrar e dizer: "não sou feliz contigo porque não me dás o que preciso". (...)
A verdadeira ascensão do homem começa no momento em que ele percebe que tudo o que procurou nos outros, durante anos e vidas, se encontra dentro dele. E não há ascensão sem um caminho. E não há um bom caminho, se não o fizermos sozinho. Se custa? Custa. Se dói? Dói. Se é sofrível? Por vezes, Se é vital? É. Se vale a pena? Sempre."
Gustavo Santos "Os laços que nos unem"
Todos nós somos ou já fomos vampiros esfomeados, capazes de planear ataques perfeitos inconscientemente. Todos nós já nos alimentámos de pessoas, provámos o sangue das suas almas e sugámos a sua energia. E tudo isto para quê? Para que elas nos possam reconhecer, para que possamos ouvir diariamente o que precisamos mas não temos onde, nem como encontrar dentro de nós. Para que elas nos digam aquilo que queremos ser e alimentem o nosso ego. (...) Todos nós já procurámos nos outros, os seus braços de compaixão para nos ampararem e nos darem "colinho".
Todos nós já nos refugiámos em suas casas, abusando do seu espaço, porque não conseguiamos estar sozinhos na nossa e enfrentar, desculpa a expressão, o boi pelos cornos. Todos nós já precisámos deles porque em determinadas alturas da vida já fomos uns coitadinhos e a vitimização ainda é o melhor caminho para termos direito à atenção alheia. E tudo isto para quê? Para que nos possam perdoar, para que nos possam entender e proteger com festinhas e cafunés (...), e a partir daí conseguimos abrir, novamente, os olhos e seguir com a nossa vida.
Por último, todos nós já exigimos que que os outros nos amassem para que nos pudéssemos sentir amados. Já quisemos que a nossa companheira, o nosso amigo ou o nosso familiar estivesse dísponivel a dar a cem por cento dele mais os cinquenta por cento que faltavam em nós, quando na realidade isso não é possível pois nenhum todo é superior a cem por cento e o pior é que muitos ainda têm e tiveram o descabimento e a coragem demente de cobrar e dizer: "não sou feliz contigo porque não me dás o que preciso". (...)
A verdadeira ascensão do homem começa no momento em que ele percebe que tudo o que procurou nos outros, durante anos e vidas, se encontra dentro dele. E não há ascensão sem um caminho. E não há um bom caminho, se não o fizermos sozinho. Se custa? Custa. Se dói? Dói. Se é sofrível? Por vezes, Se é vital? É. Se vale a pena? Sempre."
Gustavo Santos "Os laços que nos unem"
domingo, 22 de março de 2009
Eu

"Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar...
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnico? Divino?
Não sei.
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida,
Ainda que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu..."
Álvaro de Campos
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar...
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnico? Divino?
Não sei.
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida,
Ainda que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu..."
Álvaro de Campos
domingo, 8 de março de 2009
Simplesmente Ser
O tempo do Ser é aquele em que nos dedicamos á evolução do self, ou Eu Superior.
Integrar as polaridades, a luz e a sombra, e afirmarmo-nos no processo de transformação e ascensão, não é ser mais ou menos do que o vizinho do lado, nem pede uma comparação.
Como diz a Flávia Monsaraz :"Não é uma coisa para mistícos que estão lá no céu".
É simplesmente ser, aceitar e amar a vida, na sua plenitude, deixar tocar a música que faz vibrar a alma e seguir livre e leve em sintonia com o eu, que é o micro-cosmos perfeito do Universo.
Se aqui estamos é para sermos felizes, ainda que isso, ás vezes, peça uma redifinição do conceito, porque não é algo que venha de fora pra dentro, mas simplesmente uma escolha de ser feliz a caminhar, cada dia, um dia de cada vez.
Confiar e amar a vida, e isso começa no eu que vos escreve.
Namaste
Integrar as polaridades, a luz e a sombra, e afirmarmo-nos no processo de transformação e ascensão, não é ser mais ou menos do que o vizinho do lado, nem pede uma comparação.
Como diz a Flávia Monsaraz :"Não é uma coisa para mistícos que estão lá no céu".
É simplesmente ser, aceitar e amar a vida, na sua plenitude, deixar tocar a música que faz vibrar a alma e seguir livre e leve em sintonia com o eu, que é o micro-cosmos perfeito do Universo.
Se aqui estamos é para sermos felizes, ainda que isso, ás vezes, peça uma redifinição do conceito, porque não é algo que venha de fora pra dentro, mas simplesmente uma escolha de ser feliz a caminhar, cada dia, um dia de cada vez.
Confiar e amar a vida, e isso começa no eu que vos escreve.
Namaste
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